domingo, 12 de janeiro de 2014

Sexta feira, treze de dezembro, de 2013.Acabo de voltar do meu horário de almoço e por algum motivo precisei do calendário de 2014. Ali estava, 2013 e 2014 um ao lado do outro. Final e começo de ano tem dessas coisas, precisamos ficar consultando um e outro calendário até que um ou outro ano realmente termine e comece, respectivamente.

Data  consultada, continuo meu trabalho e em um segundo me pego observando os dois aclendários. 2013 e 2014 em posição de sentido. Ao mesmo tempo em que não havia ligação nenhuma entre os dois, existia uma conexão entre eles.

2013 parecia cansado, suas laterais já estavam curvadas, exaustas. Não parecia ter mais que o pouco folêgo restante para carregar as últimas semanas.

2014 de cabeça erguida, peito estufado, nos braços a garra e força necessária para carregar 365 dias. Cara de verão, de piscina, de água cristalina que te convida a mergulhar, de caderno novo no primeiro dia de aula, cara de quem está só esperando a primeira mão ser estendida para ter com quem caminhar.

Enquanto 2013 se despede. Nostalgia, dever cumprido, saudade, sonho realizado. Vai te dando um abraço, te soltando aos poucos, ele sabe que te ensinou tudo o que tu aprendeu nesse período, sabe que existiram tropeços, mas que estão cicatrizando. E quando tu percebe já foi dado o último empurrãozinho. Alguns caminhos ainda precisam ser trilhados com uma rodinha de um dos lados da bicicleta, porém outros podem ser feitos com algumas manobras.

Mas, para que possamos levantar voo e chegar a todos os lugares em que sonhamos estar vai ser preciso mais que um empurrãozinho, mais que uma  curva e outra feita com segurança, parar quando for preciso, acelerar um pouco quando uma chuva estiver se aproximando. E principalmente aprender com cada detalhe que aparecer pelo caminho.

É chegada a hora de se despedir. A lágrima que escorre no rosto de 2013 ao acenar no horizonte é de alegria. Só nos resta olhar pra frente e abraçar 2014 que está anciso para nos mostrar o que temos pela frente.

domingo, 28 de julho de 2013



Só acha que as pessoas são substituíveis quem nunca conheceu alguém insubstituível. 

domingo, 2 de junho de 2013



Gente que ou tu não passa nem perto da porta, ou só de olhar pela fechadura da chave, quando vê já está super acomodado no meio da sala.

domingo, 9 de dezembro de 2012


Nunca deixe que o abraço de alguém se torne terapêutico. Um dia esse alguém pode se tornar a causa da dor.

domingo, 14 de outubro de 2012

                                      

Não foram só os aparelhos de som, televisores, telefones e afins que diminuíram. O afeto, confiança e número de amigos também se tornaram menores com o passar do tempo. Assim como os monitores as pessoas também emagreceram. Assim como o acúmulo de riquezas as listas de pseudo conquistas amorosas só aumentam. E trocamos de desamores com a mesma facilidade que mudamos para a próxima música no mp3, cor do cabelo, das unhas, de capa para celular e background da vida.

domingo, 12 de agosto de 2012


E dentre todas as perguntas e respostas, medos e anseios, surpresas e ilusões. No fundo o que gostaríamos de saber é se um dia alguém vai correr atrás de nós e dizer: Espere. Não vá embora.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012


Pode ensaiar o quanto quiser. Quando o palco é a vida a cena é imprevisível.

domingo, 17 de junho de 2012



Sabe quando parece que está chegando a hora de você partir, mas parece que não existe um lugar onde vá ter espaço pra ti? 


quinta-feira, 24 de maio de 2012


É uma súbita vontade de tirar fotos em frente a paredes sujas. Paredes que falam. Um desejo incubado de respirar o sol. É, respirar o sol. Como se a luz fosse entrar e limpar por dentro. Desfazer essa bagunça toda que deixaram ao sair sem se despedir.


Metade da pessoa escuta a campainha tocar. Porém nunca disse o número da sua casa.Metade olha as horas e não sabe se as segura ou deixa ir em frente.

Mas é que teve um dia que o telefone tocou, tarde da noite...

Tocou, teve, passou. O café esfriou, o cigarro acabou, acabou. Acabou.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Egoísta, eu?

Podia apenas me emprestar tua presença.


Não precisa me incluir nos teus planos. Só preciso da sensação boa que me invade quando respiramos o mesmo ar. Da segurança, tranquilidade, paz, alegria e estabilidade que flui do teu sorriso.
Não acha muito egoísmo tirar de mim o direito de sentir todas essas coisas só porque resolveu sair da minha vida?


E que fique claro que não quero você. Quero a sensação que sinto quando estou contigo.
Quero eu.

terça-feira, 1 de maio de 2012

 

Que doa, mas que doa uma dor diferente. Porque essa eu já não aguento mais.

sábado, 28 de abril de 2012

E então precisava que fizessem com ela o que estava fazendo com suas coisas. 

Tanta coisa misturada. Festa, trabalho, faculdade, livro. Um no lugar do outro. Tanta coisa precisando ser jogada fora. Tanta coisa precisando ser guardada. Tanta coisa que nem saiu do papel. Tanto papel sem personagem. Tanto personagem fora de cena. Tanta cena pra ser lembrada. Tanta lembrança que não foi filmada.

Quando está tudo misturado, bagunçado, parece ter tanto volume. Até que se separa e vira em nada. Um tudo tão cheio de nada. Tanta folha rabiscada que basta ser virada pra não passar de uma folha em branco.

Tanta coisa lá dentro precisando ser colocada no lugar e ninguém pra organizar.

domingo, 22 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012


Espero que um dia eu consiga dizer com os olhos que todas as vezes que agradeceu pelo tempo que passei contigo era eu quem devia agradecer. Só não teria coragem de dizer com a boca. Ela não tem culpa mas é infame. Mente todos os dias quando se trata de você.

quarta-feira, 28 de março de 2012


E depois que ficou tudo sempre tão igual percebeu que bastava tirar um sorriso do rosto dela pra ganhar o dia. Bastava dar colo e ombro como apoio pra sentir que estava garantido seu pedacinho no céu.

quarta-feira, 14 de março de 2012


 Oi, posso ajudar?
Me ajudar a olhar?
É caso precise de alguma coisa...
O que eu preciso pode parecer algo pra existir só nas vitrines, mas eu duvido que vá estar em meio ao estoque.

‘Quem sabe o que essa busca desenfreada procura não esteja escondida dentro de uma caixa’.

Tudo o que precisava era apenas sorrir, abraçar, chorar de tanto rir, esperar uma estrela cadente passar deitado na beira da piscina, se perder, se encontrar, viajar, dançar, jogar cartas, jogar conversa para o ar, fotografar, sair sem rumo, ver o sol nascer, estar. Ali onde todos estão, apenas estar.

E de vez em quando alguém para o seqüestrar ao luar. Alguém pra segurar a mão ao atravessar a rua. Alguém que tu precisa proteger e te protege sem nem ao menos saber.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Queria ter força pra conseguir desencostar os pés da parede fixá-los no chão, arrastar essa cama, enrolar o tapete pra esquerda, afastar a cômoda, virar o guarda roupas, e pintar a parede de preto. Talvez contorná-la com luzes, que inevitavelmente iriam perdendo a força e queimariam , tendo que ser substituídas por outras luzes. Assim como as histórias que perdem seu encanto transformando luz em escuridão. Queria conseguir mudar essa minha cor esbranquiçada de ausência acinzentada de apatia para um amarelo, como esse que ilumina não apenas o pedaço de céu que está na minha janela, mas esse céu imenso do qual não estou desfrutando. Queria conseguir iluminar esses meus olhos naufragados em meus erros e sorrir os sorrisos das fotos que não posso colocar na parede por que elas só existem dentro das migalhas de lembranças que me restaram.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


A vantagem de trocar o coração por mais um fígado é que o fígado tu controla com água, se não adiantar toma um remédio. O coração não, continua lá batendo, batendo, batendo, te batendo, te batendo. Doendo! Por isso vale mais a pena trocar. Pena que eu ainda estou na fila de espera.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


Pare! Vá logo, bata a cabeça e esqueça tudo. Nunca vai saber que realizou seu desejo oculto em tão pouco tempo e de forma tão imprevisível. Troque essa sensação indescritível, tipicamente pré adolescente de borboletas no estômago só de lembrar. Não se decepcione, não espere, não pense, não deseje, não queira mais nem por tanto querer, não odeie por gostar, não complique nem descomplique. Ninguém vai precisar disso mesmo, muito menos você. No futuro isso não passará de passado e no futuro quem precisará de passado? É, passe essa parte, pule ela. Você não vai querer saber o que vai acontecer. Se acontecer.