quinta-feira, 24 de maio de 2012


É uma súbita vontade de tirar fotos em frente a paredes sujas. Paredes que falam. Um desejo incubado de respirar o sol. É, respirar o sol. Como se a luz fosse entrar e limpar por dentro. Desfazer essa bagunça toda que deixaram ao sair sem se despedir.


Metade da pessoa escuta a campainha tocar. Porém nunca disse o número da sua casa.Metade olha as horas e não sabe se as segura ou deixa ir em frente.

Mas é que teve um dia que o telefone tocou, tarde da noite...

Tocou, teve, passou. O café esfriou, o cigarro acabou, acabou. Acabou.


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