Queria ter força pra conseguir desencostar os pés da parede fixá-los no chão, arrastar essa cama, enrolar o tapete pra esquerda, afastar a cômoda, virar o guarda roupas, e pintar a parede de preto. Talvez contorná-la com luzes, que inevitavelmente iriam perdendo a força e queimariam , tendo que ser substituídas por outras luzes. Assim como as histórias que perdem seu encanto transformando luz em escuridão. Queria conseguir mudar essa minha cor esbranquiçada de ausência acinzentada de apatia para um amarelo, como esse que ilumina não apenas o pedaço de céu que está na minha janela, mas esse céu imenso do qual não estou desfrutando. Queria conseguir iluminar esses meus olhos naufragados em meus erros e sorrir os sorrisos das fotos que não posso colocar na parede por que elas só existem dentro das migalhas de lembranças que me restaram.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Pare! Vá logo, bata a cabeça e esqueça tudo. Nunca vai saber que realizou seu desejo oculto em tão pouco tempo e de forma tão imprevisível. Troque essa sensação indescritível, tipicamente pré adolescente de borboletas no estômago só de lembrar. Não se decepcione, não espere, não pense, não deseje, não queira mais nem por tanto querer, não odeie por gostar, não complique nem descomplique. Ninguém vai precisar disso mesmo, muito menos você. No futuro isso não passará de passado e no futuro quem precisará de passado? É, passe essa parte, pule ela. Você não vai querer saber o que vai acontecer. Se acontecer.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Brincar de equilibrista andando nas costas do sofá escondido dos pais. Subir a escada do escorregador ao contrário. Prender uma toalha de banho nos ombros e virar super herói. Quando a gente é criança tudo é uma aventura.
(...) Ela ainda está lá fora, mas só pela velocidade dos passos sei que é minha avó vindo trazer vitamina de abacate ou um pedaço de bolo, ainda quente coberto com uma toalhinha que ela mesma bordou.
_ Senta direito nesse sofá polaca, não vê que o sangue desce pra cabeça?... Mania de querer ver tudo ao contrário!
De baixo para cima vejo nos pés um dos seus sapatinhos cheios de ‘frufru’, acompanhado por um dos seus vestidos cor de alegria, cor de vida!
Quando a gente é criança ver o mundo de ponta cabeça não passa de uma brincadeira. Até que crescemos e sem querer nos sentimos de cabeça para baixo inúmeras vezes. Mas, dessa vez a brincadeira é mais séria.
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