quarta-feira, 27 de julho de 2011


Se a vida é mesmo uma escola, ela deveria ter capítulos que completam um daqueles livros em que nas últimas folhas contém as respostas das perguntas feitas nas unidades. Assim sempre que não estivéssemos sabendo resolver alguma questão, mesmo depois de horas de estudo e análise do problema, poderíamos dar uma coladinha, só desta vez. Já foi provado que quando colamos não esquecemos mais. Nesse caso não teria contra indicação, pois não existe vestibular da vida mesmo e nem alguém no próximo ano que possa ver qual a alternativa marcada.
Por que a vida só se vive uma vez e um erro talvez não tenha recupereção ou borracha boa o suficiente para apagá-lo totalmente.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

No consultório médico:

O que está acontecendo?
Estou com um sério problema de memória doutor
Em que momentos do dia tem sido mais forte?
Quando acordo, ao ouvir certa banda no rádio, se alguém por perto usa certo perfume, se vou à certos resturantes, ao ouvir o toque de mensagem no celular e quando vou durmir
Quais são as coisas mais importantes que tem deixado de fazer por causa do problema?
Todas, menos deixar de pensar o tempo todo em uma só pessoa.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O problema não são as minhas mentiras, são as minhas verdades. Por que nas minhas mentiras eu acredito, mas a minha realidade nem sempre eu aceito.

domingo, 3 de julho de 2011


Mesmo com os olhos fechados percebo que já está dia e não como de costume, está brilhando um lindo sol lá fora. Agradeço, minhas preces foram atendidas. Não apenas por ser sábado, mas por ser dia de churras. O esquema é ligar o celular para ver que horas são e dar uma olhada básica no twitter. Penso em comer algo , porém a pressa é maior. Ainda não sei exatamente que roupa usar e em meio a este dilema escuto uma voz que não vem de dentro da minha cabeça, uma não, duas. Em menos de um segundo reconheci e eram as vozes das minhas amigas. Mas o que elas estariam fazendo aqui se iríamos nos encontrar no meio do caminho para ir juntas? E então umas delas entra com cara de quem fez algo que não estava em seus planos e tinha coisas para contar. Primeiro diz que a nossa outra amiga também está aqui e que foram para awake na noite anterior, depois contam que se perderam e não encontraram o caminho de casa, por isso passaram na minha. Risadas à parte, seguimos para parte do nosso destino.
Ao chegarmos na reitoria haviam VÁRIAS pessoas esperando pelo transporte. Ok! Vamos esperar também. Mas, ainda faltava um amigo nosso e o ingresso dele estava conosco. Ligamos, ligamos, ligamos e ele não atendia. Conclusão: está vindo de moto. Enfim conseguimos.
Onde tu está?
Em frente a Santos Andrade.
Fechado, estamos te esperando aqui na reitoria.
Mas eu não sei chegar aí
Como não?
Não sei!
Está bem, iremos até aí então.
Na volta resolvemos andar um pouco mais rápido para não perder o transporte. Porém, tarde demais para ir com o que estava passando ao nosso lado. Sorte que tinha a segunda opção. Poisé, tinha até o minuto anterior, porque ele também estava saindo pela tangente dos nossos planos. Mesmo sem saber o que fazer continuamos indo na mesma direção. Quando alguém de dentro do ônibus acena deixando nossas esperanças ainda menores. É então que um grito vem em nossa direção: 'filet?' Siiim, respondemos em coro antes que não houvesse mais tempo.
Mas ainda estava faltando o nosso amigo. Telefone toca:
Piá, quase perdemos o ônibus, já estamos indo, mas é só pegar a rua que passa ao lado do Cep que tu já nos encontra.
Mandamos por mensagem todo o caminho para não se perder. Contudo, ele preferiu não ir. Agora tínhamos dois ingressos para vender antes de entrar. O dele e de uma amiga nossa que estava doente.
Chegando lá, depois de mais ou menos uma hora expondo nossas figuras na fila de carros conseguimos vender. Tinha gente da faculdade, dos churras, do Cep, do comunica e até de Telêmaco, haha.
Certa hora, é claro que não lembro a hora exata, avistamos um garoto sentado sozinho em baixo de uma árvore de caqui. Sua caneca cheia de cerveja e seus olhos de lágrimas. Tadinho, havia terminado com a namorada. Arrastamos ele com a gente.
Enfrentamos fila no banheiro, dançamos, nos perdemos, nos encontramos e o fim da noite se aproximava. 'Fim', que doce ilusão. O fim estava a quilômetros dali, literalmente.
Começou a chover. Como é que iríamos embora no meio daquele mangue e daquela água toda?
Nessas alturas já tínhamos perdido o transporte de volta fazia umas duas horas. Sorte que tinha alguns coleguinhas oferecendo carona. Se  a música acabou e estão apagando as luzes acho que é porque temos que ir embora. E assim fizemos. Chegamos no carro e já havia uma pessoa semi viva no banco de trás. Mas tudo bem.
É chegada a hora de fazer o caminho de volta. Poisé, o caminho de volta e não o que estávamos fazendo. Um carro, com um bando de perdidos no meio do mato, esse era o nosso 'status'. Aquele caminho ia dar no Acre mas não ia nos levar até nossas casas. Após mais ou menos uma hora o guri que estava dirigindo resolveu fazer meia volta. Voltei a respirar, mas meu celular continuava sem rede e minha mãe provávelmente sem coração.
Enfim voltamos à civilização, ainda não era o que queríamos, mas pelo menos ali havia vida. Parte da rua estava em reforma. O que consequentemente levou os guris a 'pegar' uma placa. Sim, do meio da rua. Ok, do canto da rua, que seja. Tive uma crise de risos de faltar ar quando olhei para o piá que estava no banco da frente sendo 'sufocado' por uma placa maior que ele.
Estávamos indo em direção a polícia, tínhamos que disfarçar, por isso o motorista abriu a janela completamente e ainda debruçou sobre ela. Depois fomos cada um para sua casa. Finalmente! No outro dia acordei com algumas picadas de pernilongos. De resto, as lembranças são boas.

quarta-feira, 15 de junho de 2011


Ela ficaria ótima como teu chaveiro de bolso, mas sente de longe cada vez que tu engole saliva em seco.
Uma vida inteira contada em um capitulo é pouco.
Quem recusa histórias inteiras tão pouco vai se satisfazer com a luz de um holofote apagado.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tamanho

Isso não é estranho?
É estranho o fato de que a presença das pessoas faz nos sentir de tamanhos diferentes.
Fui convidada para um passeio no sábado a tarde, no frio e sob o sol. Um passeio comum, porém bom de lembrar depois, como os dos filmes, aqueles em que em determinadas cenas são dispensados os figurantes, em que os protagonistas usam roupas leves, na maioria das vezes alegres e dão risada de coisas bobas. Ao menos estou imaginando assim e com algodão doce ou pipoca, ou os dois.
Só não consigo imaginar de que tamanho vou me sentir. Vejo flashs em minha mente de um tamanho confortável, mas faz tempo que a única coisa presente é a ausência de quem me faz me sentir assim. Nem grande nem pequena. As vezes grande, não maior do que eu sou, mas com coragem de ser o que eu realmente sou, de uma forma que cabem todos os meus desejos, mesmo os mais bizarros, sem medo. As vezes pequena, mas não de um jeito ruim, apenas de um jeito protegida, de um jeito delicado, mesmo fazendo careta. De um jeito confortável.
Isso não é estranho? 
Não é estranho descobrir que quando se conhece uma pessoa ela pode ter apenas o tamanho de mais um contato na sua lista telefonica ou passar a ocupar o tamanho de todo o seu pensamento?

domingo, 15 de maio de 2011


Há algum tempo. Não sei se muito ou pouco tempo, só sei que antes desse tempo passar o rosa era mais rosa. Os dias de sol mais iluminados; os de chuva mais acolhedores. Os sorrisos mais alegres e as lágrimas mais sinceras; as verdades mais confortáveis e as mentiras eram apenas mentirinhas. Os presentes não eram apenas presentes, eram surpresas e os segredos eram como cavernas soterradas. Mesmo com toda essa intensidade eu nunca havia percebido. Não havia percebido por tudo estar ali o tempo todo, ou aqui. Não sei ao certo, é porque não tinha lugar físico, ou tinha, e era dentro de mim.
Certa madrugada preparei um dos meus pratos preferidos: pão-mais-queijo-mais-alface. Depois que acabou o primeiro precisei de um segundo, porém o queijo havia acabado, mas isso não era um problema.
Tenho o costume de abrir o pão no meio e separar a parte de cima da de baixo, preparando na verdade dois pães. Comi a primeira parte, depois a segunda. Quando estava na metade dela percebi que algo estava estranho nesse pão. Lembrei da ausência do queijo. Foi então que eu percebi que quando estamos acostumados com as coisas não as notamos e percebemos sua importância quando se torna algo que não temos mais.